Distintas modalidades de imunoterapia estão sendo estudadas para tratar doenças alérgicas, câncer, e infecções virais como a influenza. São utilizadas tanto na prevenção quanto no tratamento destas enfermidades. Constituem aplicações da manipulação específica do sistema imunológico.
O Dr. Cezmi Akdis, Davos/Suiça, frisou a necessidade de padronização, avaliação dos riscos, eficácia, dosagem, e duração das terapias imunológicas específicas das doenças alérgicas. As imunoterapias específicas dessensibilizam basófilos e mastócitos, e regulam as células T, células B, anticorpos, células APC, e também as células dendríticas imaturas. A histamina participa da regulação da resposta imune destas imunoterapias específicas. Estas terapias incluem proteínas recombinantes, peptídeos, e alergenos híbridos, e estão em fase investigacional inicial. Para segurança e eficácia estas terapias inovadoras requerem proteínas nativas padronizadas ou alergenos recombinantes, e necessitam induzir tolerância nas células T alergeno-específicas, inibir a produção de IgE, serem bem toleradas, e terem uma forma de administração fácil e acessível.
O Dr. Richard Webby, Memphis/TN, descreveu os esforços para a elaboração de vacinas eficazes para os vírus da influenza, levando-se em conta os riscos potenciais de epidemias e de pandemias. Várias vacinas estão disponíveis: vírus totais, vírus fragmentados, vírus atenuados, e antígenos virais de superfície. Estas vacinas utilizam ovos de galinhas para o crescimento viral, porém eles se desenvolvem precariamente neste ambiente de cultivo. As células Vero estão começando a ser empregadas no cultivo destes vírus, abrindo novas perspectivas para a produção de vacinas mais potentes contra os vírus influenza.
O Dr. James Allison, Sloan-Kettering Cancer Center/NY, desenvolveu o Ipilimumab, um novo agente terapêutico importante na ativação de células T ao inibir o CTLA-4, promovendo então a mobilização ativa do sistema imunológico antes suprimido pelo CTLA-4. O CD 28 fica então livre para promover a ativação linfocitária T anti-câncer. O Ipilimumab é eficaz contra o melanoma, câncer de próstata, e de ovário metástaticos, Foram observadas poucas recidivas do câncer em mais de 2000 pacientes avaliados.
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